terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O PODER DA ÁGUA

O poder da água: a água conquista submetendo-se. 
Ela apaga o fogo, mas o fogo nada pode fazer contra a água, a não ser evaporá-la, mas ela – a água – continuará a existir em outra forma; a água passa pelo ar, que nada pode fazer para detê-la, mas é impossível respirar debaixo d’água; a água fertiliza a terra ou a transforma em lama.
Mas o que pode fazer uma rocha contra o mar?

FÓRMULAS INFANTIS - CONHEÇA AS DIFERENÇAS ATÉ OS 6 MESES DE VIDA


NAN 1 PRO: A fórmula infantil que estimula as defesas naturais do lactente através das proteínas otimizadas que apresentam perfil proteico mais próximo do leite materno (padrão de referência). Essa formulação especial contribui reduz riscos de obesidade no futuro. Os nucleotídeos contribuem para o adequado funcionamento do sistema imunológico. Pode ser o leite de escolha das mães com dificuldade de amamentar ou com impossibilidade para o mesmo.

NAN 1 COMFORT: Semelhante ao NAN 1PRO, porém com concentração de prebióticos (4g/L) que são fibras solúveis que proporcionan fezes mais macias e aumento do numero de evacuações com menor risco de diarreia. Pode ser o leite de escolha para bebês com "prisão de ventre".

NESTOGENO 1: Nutrição balanceada e acessível com nutrientes fundamentais paea o crescimento e o desenvolvimento saudáveis do lactente, evitando a ocorrência de carencias nutricionais. Apresenta menores beneficios do que os leites acima porém apresenta um custo mais acessível.

APTAMIL 1: Fórmula de partida para a alimentação de lactentes desde o nascimento até os 6 meses de vida.

MILUPA 1: Assim como o Nestogeno 1, apresenta nutrição balanceada, porém menos beneficios, com um preço mais acessível.


DICAS DE RITUAL PARA O SONINHO DO NENÊ

Quando e como adultos adotaram seus rituais par dormirem a noite? Cada um tem seu ritual: 💤💤💤
  • Leitura;
  • Banho;
  • Televisão;
  • Som;
  • Escovar dentes;
  • Beijar alguém;
  • Tomar água com ou sem remédios;
  • Trocar-se;
  • Afofar travesseiros;
  • Abraçar bonecos de pelúcia; 
  • Soltar/prender lençol etc.
Pois é rituais servem para avisar o corpo todo que se prepare para dormir.💤💤💤
O bebê também precisa de um preparo para dormir. Se houver um costume comum como tomar banho, mamar e dormir, pode ser que ele já comece a tomar banho. Não é possível pensar que, chegada a hora de dormir, o nenê tenha de estar acordado porque tem visitas em casa. É uma maneira de desorganizar o sono do nenê, mesmo que seja com muito amor.
Tudo que as crianças pedirem (chupetas, mamadeirinhas com água, brinquedinhos) e um companheiro de dormir "Naninha" (geralmente um boneco de pelúcia que eles amam de paixão) poderia ja ficar no berço para que eles sintam que estão no seu ambiente.
É interessante também criarem o costume de fazer xixi antes de ir para cama como uma das partes do ritual para dormir.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

7 DICAS PARA O SONO DO BEBÊ

  1. O bebê precisa é perceber a diferença entre os "soninhos" do dia e os "sonões" da noite.
  2. Deixe a luz e o movimento do dia chegarem até ele mesmo que filtrados.
  3. O berço pode ficar em um lugar com luz mais natural do dia e com movimentos resentes a sua volta, mesmo que suavizados.
  4. Não pode transformar o dia em noite, fechando todas as cortinas, apagando as luzes, andando todos nas pontas dos pés, cochichando, sem som nenhum. Essas condições artificiais confundem a criança de conhecer o dia da noite.
  5. Durante o dia, basta que o local seja um pouco mais escuro - o suficiente para não ter de acender a luz, e um pouco mais tranquilo que o resto da casa.
  6. Recém nascidos submetidos a ruídos fortes, música alta e vozes estridentes perdem a tranquilidade e se tornam tão agitados quanto o seu ambiente. E, geralmente, a mãe gritadeira cria um nenê gritalhão.
  7. Uma canção, uma historinha, uma musiquinha suave e tranquilizante podem ajudar a embalar o sono do nenê já um pouco maior. Quanto maior for ele, mais o ritual de boa-noite deve ser cumprido.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Com morte cerebral, jovem é mantida viva no Paraná para dar à luz gêmeos

Uma história linda e triste ao mesmo tempo. Cheia de vida e emoção! Que Deus abençoe e ilumine essa família, a equipe médica e esses anjinhos.
Frankielen Zampoli tinha 21 anos quando sofreu hemorragia cerebral. Ela foi mantida viva por mais de 100 dias para salvar os dois bebês.
Frankielen da Silva Zampoli tinha 21 anos e estava grávida de gêmeos quando teve uma hemorragia cerebral. A família e os médicos do Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo, na Região de Curitiba, decidiram mantê-la viva, mesmo depois da morte cerebral, para salvar os dois bebês. Deu certo: os bebês nasceram na segunda-feira (20).
Foram 123 dias de uma batalha pela vida. De carinho, de dedicação, de acreditar no que parecia impossível. Frankielen chegou ao hospital com uma hemorragia grave no cérebro. Três dias depois, os médicos constataram a morte cerebral.
A jovem não tinha mais chances de viver, mas, dentro dela, batiam mais dois corações: o de Azaphi e o de Ana Vitória. A gestação estava apenas começando, no segundo mês. A equipe médica tinha, então, o desafio de manter o corpo da mãe funcionando para que os dois bebês pudessem se desenvolver.
"Nós precisávamos manter a pressão adequada da mãe, a oxigenação adequada e manter todo o suporte hormonal e nutricional dela", explica o médico Dalton Rivabem.
Cada minuto, cada avanço, cada resposta: foi uma gravidez monitorada 24 horas por dia e comemorada nos detalhes por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde.
Frankielen foi atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os cuidados, estava uma ecografia todos os dias. O principal desafio, contam os médicos, era a de fazer com que os bebês sentissem o afeto que a mãe não podia dar. Para isso, família e equipe acariciavam a barriga, conversavam e cantavam para os bebês.
"Nós trouxemos canções para as crianças: canções de crianças, canções improvisadas, canções que nós fizemos exclusivamente para elas. A UTI ficou cheia de músicas de amor e afeto", conta a capelã e musicoterapeuta Érika Checan.
Jovem tinha 21 anos  (Foto: Reprodução/Facebook)
Jovem tinha 21 anos e estava no segundo mês de gestação quando teve hemorragia cerebral (Foto: Reprodução/Facebook)
Foi no hospital, cercada de carinho, que Frankielen ficou durante os sete meses de gravidez e até os médicos não poderem mais esperar. Os bebês nasceram com a saúde compatível com a de prematuros dessa idade.
"A gente nunca se prepara para perder um filho. A dor de perder um filho é muito grande. Para uma mãe, é a pior dor. Ela foi guerreira até depois da morte, conseguiu dar vida aos filhos dela. Vê-los, agora, é lindo", diz a mãe de Frankielen, Ângela Silva.
Hoje, os bebês ficam isolados porque precisam de muitos cuidados, principalmente por causa do risco de infecção. Ana Vitória, que nasceu com um 1,4 quilo, é um pouquinho maior do que o irmão Azaphi, que veio ao mundo com 1,3 quilo.
Para o pai e a avó dos irmãos, a hora mais importante do dia é o momento da visita aos bebês. É um encontro especial, de olhares apaixonados, de preencher o coração machucado. Os médicos avaliam que ainda é cedo para arriscar dizer como eles vão se desenvolver e se ficou alguma sequela.
Porém, o histórico deles, certamente, aponta para a superação. "Foi um momento, para mim, muito bom, de muita felicidade, dia após dia. Lá dentro, a felicidade transborda, dá ânimo de vida na gente, né?! Não tem preço, sabe. A força vem deles muito pra minha vida. Da minha esposa, vai ficar a saudade e o aprendizado", explica o pai das crianças, Muriel Padilha.
Após o nascimento dos bebês, a família decidiu doar os órgãos de Frankielen. O corpo dela está sendo velada na manhã desta quarta-feira (22) e deve ser enterrado ainda nesta tarde, em Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba.
Fonte:
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2017/02/com-morte-cerebral-jovem-e-mantida-viva-no-parana-para-dar-luz-gemeos.html

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Síndrome do retorno afeta pessoas que moraram mais de três anos fora do país

Quando viajam, os imigrantes levam cerca de seis meses para entrar na rotina do país de destino, mas, quando voltam, podem demorar aproximadamente dois anos para se readaptar. O fenômeno pode levar até à depressão.


O sonho de voltar ao Brasil depois de morar alguns anos em outro país pode se transformar em um pesadelo. Denominado pelos psicólogos de "ferida do retorno", o fenômeno afeta muitos imigrantes e pode levar desde à sensação de falta de identidade até depressão. Comuns a quem volta à terra natal, os sintomas surgem porque o estresse de se readaptar à antiga cultura pode ser pior que as dificuldades enfrentadas num país estrangeiro. A especialista em psicologia intercultural Andrea Sebben explica que a "síndrome do retorno", como também é conhecida, acomete geralmente pessoas que moram mais de três anos fora do país. De acordo com a psicológa, amigos e familiares costumam não entender o problema, o que agrava a situação. Andrea destaca também que o processo de reintegração fica ainda mais difícil porque a maioria das pessoas considera a reclamação e a insatisfação de quem volta uma atitude esnobe. 

"Quando você fica muito tempo fora do país, você acaba perdendo a cumplicidade e a espontaneidade no relacionamento com ele. Quando você  volta, você começa a estranhar tudo. Estranha a sí mesmo, estranha os demais. Frequentemente diz que as pessoas não conseguem entender o que passou. As pessoas que ficaram elas se negam a entender que embora o parente ou o amigo seja brasileiro, ele teve outros registros na vida dele. Ele não está fazendo manha, ele não está fazendo birra. É dor mesmo."

Há dois anos convivendo com a "síndrome do retorno", a gerente de logística Thatiana Souza, de 32 anos, conta que voltou ao Brasil em 2013, depois de morar cinco anos e meio nos Estados Unidos. Segundo ela, a volta foi dolorosa e a família chegou a achar que estava em depressão. Thatiana relata que se isolava no quarto, chorava e se sentia num ambiente desconhecido. A falta de educação das pessoas no trânsito e de estrutura do sistema de transporte e de saúde, além dos baixos salários, fizeram Thatiana planejar uma nova viagem. 

"As maiores experiências que eu tive foram fora do Brasil, então quando você vai comentar alguma coisa, você estava na Grecia, na Turquia ou na Croácia e as pessoas acham que você está falando isso como se você estivesse querendo enaltecer a sua ida a esses lugares. Mas não é! Algumas situações que você passou, você estava naqueles lugares. É muito complicado. E o pior de tudo: a violência. Você volta de viagem e tem o pânico: O que está acontecendo? Onde eu posso ir? Será que eu vou voltar?"

Com o mesmo problema, o investidor Leonardo Dias, de 35 anos, revela que já morou fora por três vezes. Segundo ele, as idas e vindas resultaram num sentimento de que ele não pertence mais ao Brasil. Leonardo diz que depois de morar mais de dez anos em diferentes países, entre eles Estados Unidos e Espanha, a rotina no Rio de Janeiro se tornou muito difícil e desgastante. 

"A maior dificuldade é trabalhar no Brasil, fazer as coisas acontecerem. Depois que você mora fora, principalmente na Europa ou nos Estados Unidos, você percebe o quanto é difícil fazer acontecer as coisas. Fazer a compra e venda de um ímóvel, resolver algumapendência em repartição pública. A própria locomoção ... é muito desgastante fazer qualquer coisa aqui. Tudo tem que fazer de carro, aí  você já pensa na segurança, onde vai estacionar o carro." 

A professora do Núcleo de Estudos e Orientação Intercultural da Unifesp, Sylvia Duarte Dantas, explica que ainda não é possível calcular o número de pessoas que sofrem com a "ferida do retorno". No entanto, segundo ela, o problema é mais comum do que se imagina. Segundo a professora, a adaptação a um país diferente demora em torno de seis meses, enquanto a readaptação no país de origem pode demorar cerca de dois anos. De acordo com Sylvia Dantas, isso acontece porque a pessoa ao deixar a terra natal se preocupa em amenizar o choque cultural no novo país. No entanto, durante a volta para casa, essa preocupação não existe, o que prejudica a condição do viajante.


"A questão que as pessoas nao se dão conta é que a volta representa uma nova migração. Quem morou fora passou por um processo de mudança e quando volta há um choque reverso e o custo emocional é muito maior. Se pensa que está voltando para um lugar conhecido, familiar, mas na verdade está pessoa já tem um jeito meio estrangeiro e acaba enfrentando dificuldades para se readaptar"

A "síndrome do regresso" não afeta apenas brasileiros. De acordo com especialistas, os imigrantes em geral têm o sentimento de que o país que deixaram não é o mesmo de quando retornam. A síndrome pode ser superada apenas com o auxílio de amigos e parentes, mas, nos casos mais graves, pode ser necessário o acompanhamento de um psicólogo. Para atender aos brasileiros que voltam ao país, o Itamaraty lançou o "Guia e o Portal de Retorno ao Brasil" , onde expatriados podem procurar informações sobre abertura de pequenos negócios, previdência social, documentação, entre outras. Os dados mais recentes do Itamaraty, divulgados em 2014, mostram que mais de três milhões de brasileiros moravam no exterior. Esse número vem aumentando desde 2011. 

Por Marcela Lemos


Fonte:

 

Porque a maioria dos bebês nascem com os olhos azulados? Quais as chances de eles clarearem ou Escurecem? Em que idade se define por completo a cor dos olhos?

A cor da íris é determinada pela quantidade de pigmentos livres e de melanócitos pigmentados no estroma. 
  • A iris terá cor azulada se o estroma for pouco pigmentado ou possuir poucos melanocitos, o que é comum em crianças brancas.
  • A cor da iris será marrom, com aparência de veludo, se o estroma for muito pigmentado, como no caso de crianças negras.
  • A tonalidade cinza na iris significa presença de melanocitos com pigmentação média. 
A pigmentação da iris vai aumentando nos primeiros doze meses de vida. Em crianças claras, a iris permanece da mesma cor nos primeiros seis ou dozes meses, podendo vir a escurecer posteriormente.
Já crianças com pele mais escura apresentarão pouca alteração com a idade.
😎

QUAIS OS MOTIVOS PROVÁVEIS DO ATRASO MENSTRUAL?
😥

  • O primeiro motivo e o mais frequente é a gravidez.
  •  Excepcionalmente o atraso pode ser devido a alterações hormonais. Existe algumas mulheres que tem ciclos mais longos por uma falha na ovulação.
  • A disfunção hormonal da glândula supra-renal, que entre outros, produz o hormônio cortisona, pode provocar uma alteração no ciclo menstrual.
  • Outra causa do atraso menstrual poder ser uma disfunção do ovário, intimamente relacionada a alterações hormonais e que muitas vezes se traduz por ciclos anovulatórios (sem ovulação). 
Por que os seios e o corpo tendem a inchar no período que antecede a menstruação?

Porque há uma retenção de liquido, por conta da ação hormonal, que faz parte do quadro de tensão pré-menstrual. Em algumas mulheres é possível melhorar o quadro com o uso de vitamina E por um período de 60 dias, ou diuréticos antes e durante o período menstrual.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Parto normal? Creia, você também pode!

Olá meninas, mamães de primeira viagem!!!

Quero compartilhar com vocês como foi a maratona de meu trabalho de parto. 

Voltando um pouco, logo que descobri estar grávida, me perguntaram várias vezes. "E aí já decidiu qual será a via de parto? Normal ou cesárea? 
Mas eu sempre respondia: "Eu não sou mulher para um parto normal, e muito sofrido, traumático, além de fazer um "arregaço" na mulher isso é terrível!!!"

Mas conforme a gravidez foi evoluindo, eu fui pesquisando,  estudando, e tentando entender um pouco mais sobre o tão temido parto normal.
Então aos 7 meses eu decidi. Eu quero parto normal!
Minha previsão de parto estava entre 26 de outubro a 07 de novembro de 2016. Meu filho nasceu no dia 30 de outubro, ou seja nasceu dentro do período previsto. 
Meninas vocês acreditam na intuição de vocês?  Em pressentimentos? Sexto sentindo? Então....
Era uma manhã de sábado, quando acordei a primeira coisa que disse a meu esposo foi: "Nosso filho nasce de hoje até amanhã, de amanhã não passa." E ele questiona: Porque fala isso. Respondo: " Não sei, mas sinto." E como tive vários alarmes falsos, ligados às contrações falsas, de treinamento ou de Braxton-Hicks, como queiram chamar, ele não deu muita bola.

Naquele sábado 29 de outubro de 2016... foi um dia que eu senti: Indisposição, cansaço, sono. Parecia que meu corpo dizia durma enquanto você ainda pode kkkkk
Uma sensação que não consigo descrever... Fomos para uma feijoada, na casa do amigo de meu esposo, neste dia o bebê, se movimentou menos. Por volta das 14h eu fui ao banheiro, havia um pequeno sangramento, mas eu não sentia nenhuma contração e nem nada de anormal, somente minha intuição avisando que já havia chegado o momento. 
Mas não comentei nada a ninguém, depois do almoço fomos para casa, tomei banho e então mostrei minha calcinha a meu esposo, ele imediatamente disse vamos a maternidade, mas recusei porque o sono era maior que qualquer coisa. Então fui dormir. Acordei era quase 17h e seguia com aquele sangramento, só que um pouco mais. Fomos na maternidade municipal, quando fui avaliada pelo obstetra de plantão, eu já estava com 02 cm de dilatação, porém eu não tinha nenhuma contração. O médico me explicou que eles só internariam se eu já estivesse com 04 cm dilatados, ou se houvesse o rompimento da bolsa das águas, tranquilamente decido voltar para casa.
No caminho, vou ao supermercado, faço algumas compras, depois que cheguei em casa...
Limpei de novo o quarto do bebê, organizei a cozinha, e minha mãe preparou o que em minha região chamamos de "caldo de caridade" bem apimentado, deixarei a receita pra vocês, as mulheres mas experientes do interior dão esse caldo para estimular as contratações, em seguida tomei leite de magnésia, para ter o efeito laxante, isso mesmo se ninguém nunca disse a você, fazemos cocô, em plena sala de parto. Fazemos tanta força, mas tanta, que muitas mulheres se "cagam" mesmo de dor. Depois de quase 2h o efeito laxante veio... (Eu não fiz cocô, enquanto fazia força, pode ser natural para equipe limpar você. Mas eu sentia que aquilo poderia ser algo constrangedor. Até porque a equipe que me atendeu toda ela era composta por homens, em nenhum momento nenhuma, mulher me atendeu na sala de parto. Muitos dizem que isso foi sorte, porque falam que enfermeiras são malvadas né!).
Enfim....
Depois fui tomar banho, no chuveiro lixei os pés de novo pq ficamos muito com os pés expostos, então eu morria de vergonha de pé "cascudo" Quando comecei a lavar meu cabelo aproximadamente as 21h dava início às tão temidas contrações. Enquanto secava meus cabelos a bolsa se rompeu. Aí nessa hora me veio a agonia, medo da dor, ansiedade pra conhecer meu pinguinho de gente, uma mistura de sensações que é difícil descrever. Quando termino tudo, reviso minha bolsa e do bebê sigo para maternidade 00:42h. 


Chegando na maternidade fui muito bem atendida, sem muita espera, logo me fizeram avaliação confirmando o rompimento da bolsa, e ainda seguia com os mesmo 02 cm dilatados, e a  contrações se intensificando cada vez mais. E logo fui encaminhada para sala de parto, acompanhada de meu esposo. Sim ele precisava estar presente para saber o quanto estava sendo guerreira, e isso foi ótimo fortaleceu ainda mais nossa relação, e soube me apoiar quando veio a depressão pós parto. Mas bem isso é outro assunto... Continuando..

Contudo gente eu tentei me manter calma e traquila. Apesar de ter me desesperado em vários momentos, aí nesses desesperos eu falava minhas bobagens, não fiz griteiro, não dava pra gritar eu falava muito, reclamava, dizia aos enfermeiros que eles tinham a intenção de me matar, ja que não me encaminhavam para o quirofano, e realizar a cesarea, acho que me deu um tic de hiperactividade, citava para eles até a lei, que fala sobre este direito da mulher. Mas insistiam que eu tinha todas as condições para um parto natural. Todo instante eram monitorando meus sinais vitais, aqueles meninos até mesmo o obstetra tiveram uma paciência de Jó comigo. 

Por volta das 2h da manhã, eu suplicava para me fazerem uma cesárea, porque pensava que ia morrer, sentia como se meus ossos estivessem sendo quebrados, então eu comecei a tentar me concentrar em tudo que havia lido, e pesquisado sobre as técnicas de parto e respiração, etc. Mesmo sentindo uma iminência de morte tentei praticar tudo na hora. 

Dos exercícios que ajudam a amenizar por exemplo: bola, caminhada, massagens em mim nada resolveu. Mas uma amiga me disse que a bola pra ela foi o melhor.
O que ainda me ajudou um pouco foi o banho morno deixando a água cair sobre minha barriga, porque a água sobre as costas, intensificava ainda mais as contrações. Eu não tive essa coisa que a teoria fala. 3 ou 4 contrações a cada 10 minutos. Eram intensamente, intensas eu não tinha tempo para respirar, mas tinha que conseguir fôlego em meio a tanta dor. Eu não conseguia caminhar, não tinha força e nem equilíbrio suficiente. Não consegui fazer isso nem por 5 minutos. Mal dava conta de ir para o banho quente. Eu sempre perguntava a hora, não sei porque eu me preocupava tanto com o horário, me sentia tão cansada. Cansada de tanta dor, uma dor que te mata e te faz renascer junto com seu filho. Por volta das 5h da manhã, consegui os dilatar os 10 cm. 

Antes disso eu havia perguntado para o enfermeiro auxiliar. Como sei que dilatei os 10 cm? 
Ele me explicou que quando dilatamos os 10 cm sentimos vontade de fazer força. Por que quando vem a contratação somos orientadas a fazer força mas não conseguia eu tentava era segurar a dor. Nem tudo sai como diz a teoria o fato é esse.
E realmente quando dilatei tudo e vinha a contração e eu conseguia fazer força simultaneamente. E quando passava eu conseguia respirar.
Quando chegou o período expulsivo, eu suplicava por favor me façam uma  episiotomia e não me fizeram. Eu tive laceração grau 2 e me fiz uma ráfia 
E bom pesquisar: O parto e divido em quatro partes, o que é a episiotomia, ráfia... etc eu fui consciente do que era tudo isso. Por medo de negligência. E orientei em tudo meu esposo também.
 
Então,
Às 5:37h daquela manhã de domingo, 30 de outubro nascia a mãe Juceli e seu filho Júlio que veio ao mundo com 3.515 kg e 51 cm. Lindo e saudável!
E sabe uma coisa meninas, se um dia eu for abençoada com um segundo filho,  e caso eu venha ter  condições a isso terei outro parto normal. Depois que sai da sala de parto. Eu já tomei banho e cuidei de meu filho. Claro, muito dolorida, cansada, quando urinamos e um ardor terrível. Meus pontos começaram a cair desde 6° até 10° dia.  já me sentia super bem e disposta. Não troco o parto normal. E uma experiência dolorosa, emocionante que de algum modo nos faz sentir mais fortes, segura e mais mulher!

Espero que minha experiência não te assuste e sim te incentive a não ter medo! Se o seu corpo e suas condições de saúde lhe dão chances para o parto normal não abra mão dele. 

Fiquem com Deus, e comente aqui deixe sua experiência, ou talvez seu receio, para ajudar outras mulheres, pois foi com a experiência de outras que criei coragem por isso compartilho aqui minha linda experiência. 

Beijo grande!